Para o Matheus, filho do Azeita

Matheus, meu amigo, hoje este texto é pra você. Espero que tenha acesso a ele assim que aprender a ler.

Bom, escrevi para dizer que você tinha um baita pai, cara.

O Azeita era um daqueles amigos conselheiros, sabe? Aquele que sabia a palavra exata para te acalmar na hora da tristeza. Era o melhor amigo de muitos na redação que trabalhávamos em 2015.

E, Matheus, seu pai era um baita profissional.

Daqueles que, de acordo com muita gente, era “unânime”, ou seja, todo mundo gostava muito dele.

Escuta essa história. Neste ano aqui de 2015 surgiu um boato de que um juiz paraguaio teria prejudicado o Corinthians dois anos antes. Logo o Corinthians, maior rival do Palmeiras que vocês amam. Mas no Jornalismo não importa isso. O que importa é a notícia. Aí o seu pai e mais dois companheiros de SporTV foram a Assunção atrás do árbitro.

Bom, logo antes de vir embora, quando tudo parecia perdido, ele conseguiu encontrar o cara. A entrevista foi em todos os programas, teve repercussão na Internet… Palavras do seu pai pra mim, por mensagem de celular:

“Foi aos 48 e meio do segundo tempo, mas graças a Deus deu certo, velho. Agora vamo meter no ar aí né pro pessoal vê!”

Aí fiz o meio-campo para a matéria ir ao ar e ele mandou: “te devo mais essa”.

Quem deve ao seu pai somos nós, amigos dele de redação. E para cada um ele inventava um apelido. Tinha a “Japa Tiriça” (Keka), a Tiricinha (Sarinha) o “Popo” (Leandro), Musa (Vanessa), Sufuoco pra mim, o Vovô Paulinho… E muitos outros. Muitos mesmo. Seu pai, o famoso Azeita, era amado pelos amigos que fez por onde trabalhou.

E esse amor virou homenagens. A rapaziada que joga futebol com ele às sextas nomeou o encontro de “Pelada do Azeita”. Seu papai era bom de bola, cara, e toda sexta tava lá pra representar.

Jornalistas de todas as mídias que o seu pai trabalhou escreveram textos que eternizaram seu pai.

E olha só! Logo o Corinthians fez um minuto de silêncio em homenagem ao nosso querido Azeita.

Calma, fique tranquilo, Matheus! O seu Palmeiras venceu a competição de homenagem mais bonita para o Rogerio. Fez o mesmo minuto de silêncio, mas saiu em vantagem com uma lembrança no site oficial ao grande torcedor que tinha.

Aqui vão algumas frases sobre o seu papai:

O nosso chefe, o Cereto, disse que o Azeita foi um dos melhores produtores que ele já conheceu e que “sem o Azeita não tem mais louco no futebol!”

E a Keka? Ela se casou com um italiano, né? Aí ele, pra dar aquela alfinetada nela, dizia: “italiano? essa língua morta.”

Já os amigos de jornal falavam que “o Azeita sorria até em dia de fechamento!”

Pois é… É assim que vamos sempre nos lembrar do seu papai, Matheus: sorrindo, brincando, fazendo piada, trazendo bolo de cenoura pra gente…

É… Ele vai fazer muita falta, mas pode ter certeza que nós aqui embaixo aprendemos muito com o Rogerio Rezeke.

O nosso eterno Azeitinha.

*texto lido na missa de 7° dia do Azeita.

2 thoughts on “Para o Matheus, filho do Azeita

  1. Lindo papai jovem! Certeza que o Matheus, vai saber o grande homem que foi o papai dele.

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