Carta para Laura – parte 2

São Paulo, 03 de Outubro de 2014.

Laura, tudo bem?

Aqui vai mais um daqueles textos que eu quero que você leia, quando for mais velha. Talvez quando tiver 8, 9 anos.

O assunto desta vez é Política. Parece chato, a princípio, mas é devido à confusão que vivemos. A impressão é que na Política só tem problemas, não é? E que eles, já que o nosso país é tão enorme, nunca são resolvidos. Mas não é chato, não! Política que cuida da gente, na sua essência. Ela que organiza nossa vida. Se olharmos com bons olhos, podemos gostar de Política, já que serve para cuidarmos uns dos outros.

Bom, por que Política? Porque agora no fim de 2014, no dia 05 de Outubro, teremos eleições para presidente, governador, deputados e senador. É gente pra caraca pra escolher.

Ah! E você está com 5 anos e mais esperta do que nunca. Já escreve seu nome com letra de mão. Eu acho incrível isso.

Aliás, tem mais gente no nosso país querendo escrever o nome na história.

Ou continuar escrevendo.

Atualmente, vivemos a democracia: ou seja, a gente é que escolhe quem vai nos liderar. Só chegar na frente de uma maquininha e escolher. Chique! No Brasil é um treco que funciona, até que provem o contrário, né? Mas a princípio funciona!

Curiosamente faz 50 anos que aconteceu o Golpe Militar de 64, onde os militares transformaram o Brasil em um regime ditatorial. Aí era o contrário! Ninguém podia escolher nada! E se abrisse a boca contra, os militares desciam a porrada. Era uma época triste do nosso país, que só nos atrasou. Pergunte ao seu professor de História depois.

Bom, em 2010, a maioria escolheu a presidente Dilma Rousseff para ser a primeira mulher a comandar o Brasil. O antecessor dela, o Lula, agradou muita gente, só que tinha amigos estranhos. Uns foram até presos, Laura! Por roubo e tal… Mesmo assim, deu Dilma na eleição e ela teve quatro anos para justificar a escolha da maioria em 2010. Não sei se conseguiu cativar a todos como o Lula, parece que não, já que tem uma outra moça, a Marina Silva, que chegou até a ficar na frente dela nas pesquisas!

Sabe, Laura, a Dilma tem uns amigos desse partido partido político dela e do Lula que são meio barra pesada e estão sempre envolvidos em confusão… Aí queima o filme…😦

Papai vai traduzir uma frase bíblica que diz mais ou menos assim:

“Diga-me com quem você dá um rolê, e eu direi quem você é…”

Não pode ter amigos assim, Laura. Tem que se envolver com gente do Bem!

Uma pena esses companheiros do Lula e da Dilma serem do Mal… Os dois tinham tudo pra comandar o país a um crescimento bacana…

Aí vem um outro problema! A tal da Marina, a que eu citei aí em cima, também não passa a firmeza de presidente que precisamos. Ela muda de opinião sobre assuntos importantes, gagueja na hora de expor o pensamento… E, pra conseguir mais apoio, fez amizade com uma galera da pesada também. Aí não dá… E o pior, filhota, é que a Marina só está nesta eleição, porque o avião de um candidato chamado Eduardo Campos caiu e o rapaz morreu. Esse Eduardo parecia bom, viu!? Baita tragédia.

Mas enfim, tem um outro favorito neste ano, o Aécio Neves. Esse tem histórico na Política do Brasil, o avô chegou a ser presidente (Tancredo, pesquisa no Google depois) e o Aécio já foi governador de Minas Gerais. Só que, Laura, a turma dele também se meteu em muita sujeira. E o próprio também precisa explicar algumas coisinhas que estão estranhas… Tipo umas empresas aí que ainda têm escravos e que, dizem, ajudaram a campanha dele!

ESCRAVOS! Pqp!

São só três então? Dilma, Marina e Aécio? Não, tem mais gente. Mais quatro. Dois pequenos candidatos que têm seu valor, um religioso extremista e um imbecil homofóbico. Um desses dois até pode ter meu voto… Ainda penso com cuidado.

Mas acho que eleito mesmo será um dos três aí de cima.

Percebeu a encruzilhada que nós, adultos de 2014, estamos vivendo? É complicado, mas não podemos baixar a cabeça e reclamar. O jeito é escolher o candidato que mais agradar e fiscalizá-lo depois. Hoje é sussa! Com a internet a gente fica de olho em tudo, mas precisamos também desligar o dispositivo nas horas importantes e cobrar as promessas dos políticos. Fizemos isso ano passado, em Junho, até escrevi pra você (foi a parte um).

A única coisa que eu espero, Laura, é que as coisas melhorem e que nós, brasileiros de 2014, não precisemos sair às ruas novamente nos próximos anos.

Que os protestos de 2013 sejam refletidos na maquininha chique (se chama “urna”) que encontraremos neste domingo.

Papai te conta depois.

Te amo!

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