Young Dad – coisas que aprendi em Londres

Aprendi que Fish & Chips não é legal

Antes de entrar na maior viagem da minha vida até agora, eu já sabia que aprenderia muitas coisas.

Menino formado, cabeça boa, leitor assíduo, tinha certeza que um outro mundo estava por aparecer na minha frente e, com ele, mais aprendizados.

Mas, na boa, achei que ia apenas se restringir ao Jornalismo Esportivo (fui pra Londres com os mais experientes jornalistas do BandSports) e à língua inglesa.

Acertei em partes.

Sem palavras o tanto que vi a respeito do cuidado com as pessoas. Como consumidor, a diferença com o Brasil é gritante. Lá você é bem cuidado e tem quase sempre a razão. Uma amiga minha foi com um iPhone que ela comprou aqui no Brasil. Chegou na terra da Beth, o treco quebrou. Inexplicavelmente. Porém, pra que dor de cabeça? Ela levou na loja da Apple e o Steve deu um novo. Simples assim. Sem burocracia. Sem ter que entrar no PROCON.

Outro rapaz, que também trabalhou comigo lá, tomou um refri inteiro num pub e no final tinha um parafuso no copo. Mil pedidos de desculpa da dona do local, que deu a coca pra ele. Gratuitamente. Sem chacota, só respeito.

Detalhes também fazem a diferença. Aprendi que ficar do lado direito da escada rolante é coisa básica em London. Serve tanto para o metrô, quanto para os shoppings ou locais públicos. Tem gente que está com pressa e gente que não tem por que estar na correria. Portanto, deixe os apressadinhos passarem. Qual o problema nisso? Onde a cidade é grande, a educação precisa ser maior. Não quero discutir o papel dos políticos e blá blá blá, falo do legado que vem de casa, do berço.

Enfim, passarei bons momentos da minha vida, a partir de agora, falando de Londres. Acho que será até chato conversar comigo. Ou enjoativo, talvez… O que eu gostaria de salientar  no término desse meu texto é a importância de se falar inglês.

Alô Brasil, temos dois eventos monstruosos chegando e speak English será essencial para todos. A Europa inteira fala e a gente ainda está aprendendo. Os caras vão vir pra cá, vão fazer turismo, vão conhecer tudo e todos e nós ainda estamos discutindo o verbo “to be”, pô! A galera de fora não fica restrita aos eventos esportivos. O estrangeiro vai pro rolê, lota os bares, restaurantes, shoppings… Aqueles que vêm trabalhar, querem também conhecer o país e relaxar do stress de uma grande cobertura esportiva. Aqueles que vêm passear, vão pra farra também… Alô, bares da Vila Madalena e companhia! Teremos abertura de Copa do Mundo em São Paulo e vocês aí não têm um cardápio traduzido para o inglês…

A gente acha que é só esperar nego chegar no Brasil e se virar com jeitinho brasileiro. Vai achando que será assim, viu? Se destacarão aqueles que souberem tratar o cliente do jeito britânico de ser.

Além de tudo isso, toda essa transformação será boa depois que a tempestade passar. Lá em 2017, quando o mundo estiver focado em outros lugares, nós que vamos ficar aqui no Brasil e colhendo os frutos dos anos anteriores.

Ou varrendo a bagunça pra debaixo do tapete…

2 thoughts on “Young Dad – coisas que aprendi em Londres

  1. Ae Guigo, mandou bem… além do inglês vou falar tcheco pra conquistar umas tchequinhas por aqui também, nada mais justo né? A palavra mais fácil é a mais clichê de dizer, mas já tá valendo:

    Miluji te (te amo) hauhauhauhauahaha

    Abração e parabéns pelo blog!

  2. Gui, perfeito! É exatamente por isso que me preocupo com esse mega eventos que acontecerão….brasileiro não pode se restringir apenas em dizer um “bom dia” ou “boa noite” em inglês…a Infra também chamará atenção para a comunidação e não somente para o bom transporte público, segurança, bom atendimento em um hotel, sendo esses fatores primordiais também que o Brasil terá que “rebolar” para conseguir!! No turismo percebo que os profissionais não se importam tanto assim com esse tipo de coisa, a frase que eu mais escuto é “os turistas virão para o NOSSO país, eles terão que se acostumar com tudo e até mesmo entender nossa língua”. Será que eles terão que se acostumar com TUDO mesmo sem que o Brasileiro faça mudanças que são essenciais até mesmo para a própria população??? Londres realmente deve ser outro muundo, totalmente fora da realidade!! Parabéns pelo profissional que você se tornou! beijos!

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